Apresentação

Ciência em Gotas

Glaci Ribeiro da Silva

Para preencher o vácuo deixado pela minha aposentadoria, no início dos anos 2000 comecei a escrever. Essa atividade não era nova para mim, visto que após minha graduação em medicina decidi fazer carreira universitária; quem segue esse tipo de carreira, faz pesquisas científicas, orienta teses e leciona alunos de graduação e pós-graduação; assim, o denominador comum de todas essas atividades é estudar e escrever.

O principal objetivo de um pesquisador é divulgar entre seus pares o resultado dos experimentos que fez, apresentando-o em um congresso ou publicando em uma revista científica.

As chamadas Revistas de Divulgação Científica (do lat. divulgare, tornar público, difundir, vulgarizar) surgiram na metade do século 19; elas visavam substituir os pesados livros de então que eram escritos em um jargão (gíria profissional) que o público leigo não conseguia compreender.

Em 1845, surgiu nos Estados Unidos a primeira revista desse tipo – a Scientific American –, que até hoje permanece sendo uma importante fonte de informações.

Atualmente existem muitas revistas como essa; geralmente são publicadas mensalmente: trazem 4-5 artigos completos; alguns ensaios; uma ou outra biografia; e pequenos trechos onde assuntos variados são relatados de uma maneira sucinta. Foi nesse último nicho que a nossa Ciência em Gotas nasceu.

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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

CRIANÇAS NA MIRA DE DOENÇAS CARDIOVASCULARES



“Segundo, a Organização Mundial de Saúde, atualmente as doenças cardiovasculares são as que mais matam no mundo.

Mas não apenas os adultos estão sujeitos a esses males. Estudo recente, realizado na Faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, avaliou por ultrassonografia a espessura da parede das artérias carótidas de 93 crianças e apontou fatores de risco para alterações no sistema circulatório, como a aterosclerose.

Essa doença se caracteriza pela redução do diâmetro dos vasos sanguíneos devido à formação de placas de gordura. A obstrução impede que o sangue circule adequadamente em várias partes do organismo, podendo causar infarto e acidente vascular cerebral, entre outros distúrbios.

Ana Maria Verçoza, a médica responsável pelo estudo, relata que 25% dos indivíduos pesquisados eram obesos e 19% apresentavam sobrepeso. As taxas de triglicerídeos dessas crianças estavam mais altas e se mostraram associadas diretamente ao estreitamento das carótidas – um sinal de possíveis problemas cardiovasculares no futuro, principalmente se somados a tabagismo e sedentarismo.

Esses problemas podem ser evitados, se forem detectados mais cedo, diz Verçoza. Por isso é importante que os pais e pediatras estejam atentos à questão, destaca a pesquisadora. Ela recomenda que o pediatra pese a criança, verifique a pressão arterial e investigue o perfil lipídico rotineiramente. Aos pais, sugere que observem a alimentação dos filhos, que cada vez mais consomem alimentos industrializados e com excesso de sal.”